Endividamento crônico de famílias deve aumentar Não há alternativas para reverter quadro no curto prazo spbancarios Marcello Sigwalt ‘O que está ruim, pode piorar ainda mais’. O ditado soa como sentença implacável, quando se trata do aumento cavalar do endividamento das famílias brasileiras, hoje superior a 80% do segmento, com comprometimento de 29% da renda pelo pagamento de juros. Tal cenário apocalíptico do poder aquisitivo tupiniquim tem como principal ‘carrasco’ o patamar indecente dos juros básicos (Selic), agora em 14,50% ao ano, após dois cortes pífios seguidos pelo Banco Central (BC), insuficientes para retirar o país da liderança do ranking da carestia mundial, que segue, impassível, na ponta da maior taxa real do planeta. Na origem do descalabro da política monetária em curso figura o intencional e eleitoreiro desajuste fiscal, face exposta da gastança federal impune, verdadeiro cheque em branco para despesas, por sua vez, patrocinado pelo arrocho da carga tri...