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        Fim de jornada 6 x 1 pode  'descambar'  em inflação e recessão Medida  deve impor ‘tombo’ de 7,4% no PIB Aditya Bhatia - pexels  Marcello Sigwalt No ‘picadeiro involuntário’ montado no atual período pré-eleitoral, o apelo demagógico do fim da escala de trabalho 6 x 1 (a princípio, reduzida de 44 horas para 40 horas e, depois, para 36 horas) equivale à surrada prática política de ‘jogar para a plateia’ que, ao afinal, pagará, como sempre, a conta. Em um país que mantém alijados de qualquer direito um ‘exército’ de quase 7 milhões de indigentes patrícios, cheira a escárnio o oportunismo da medida, que deve redundar, muito antes do pleito de outubro próximo, em expansão do desemprego, repique inflacionário, quando não em brutal recessão.   Embora ainda sujeita a controvérsias, há certo consenso de que a iniciativa tem potencial de impor ao consumidor uma alta de preços variável entre 6,2% e 13%, em decorrência do aumento do c...
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  IPCA de 5% liga alerta de estagflação PIB empaca, inflação avança, enquanto serviços e indústria recuam                                                   adpergs.org.br Marcello Sigwalt Como já havia sido objeto de advertência, por diversas vezes, nesse espaço, à medida que se aproxima o alvo político prioritário do Planalto, o pleito presidencial, em outubro, mais cresce a ‘musculatura’ do ‘dragão inflacionário’. Esse cenário tenebroso, sobretudo para o cidadão-contribuinte-eleitor que ‘trabalha’, é consolidado pela última projeção do boletim Focus – consulta do Banco Central (BC) às 100 maiores instituições financeiras do país – que crava 5% para o IPCA este ano, superando, até mesmo, o teto da meta de inflação (4,5%) fixado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Completam esse quadro adverso dois outros fatores: o avanço, de 5,1% para 6,1...
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  Estabilização da dívida federal exigirá ajuste de R$ 500 bi Essa é a ‘conta’ do resgate da responsabilidade fiscal                                                 senado.leg.br Marcello Sigwalt Uma ‘montanha’ de dinheiro que beira R$ 500 bilhões. Essa é a estimativa do custo (aproximadamente 4% do PIB) da estabilização da dívida pública tupiniquim, aponta relatório do suíço UBS Global Wealth Management, assinado pela diretora de macroeconomia para o Brasil, Solange Srour. Partindo do pressuposto que tal meta volte a ser prioridade de governo, qualquer que seja ele, sua conquista só será atingida após sucessivas gerações de brazucas, mediante a produção em série de improváveis superávits fiscais. Àqueles que consideram que essa afirmação ‘peca pelo excesso’, basta afirmar que a mencionada dívida (que é de todos nós) cresceu estratosféricos 365% nos úl...
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  Zero política de longo prazo condena o país à desindustrialização Déficit de P&D, escassez de mão de obra qualificada e dependência tecnológica ‘conspiram’ para futuro ‘nanico’                                                                               Magnific  Marcello Sigwalt Verborragias eleitoreiras de programas federais supostamente sedutores, à parte, o fato incontestável é que o processo acelerado de desindustrialização nacional (ou sucateamento?) em curso deriva de raízes diversas. No cerne do problema, o atávico atraso tecnológico do setor, devido a um déficit crônico em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D); ambiente macroeconômico adverso (alto custo de capital); oferta de mão de obra qualificada quase inexistente (vide engenheiros, técnicos aptos a opera...
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  Enquanto a economia desacelera...o fluxo externo também Ingresso de capital estrangeiro despenca 88% na bolsa 'brasilis'                                                                          remessaonline Marcello Sigwalt Nem aqui, nem lá fora. A absurdamente alta taxa real de juros (vulga Selic) – hoje em 14,50% ao ano, ainda, a maior do planeta, é bom que se repita! – é inoperante, tanto para segurar a renitente inflação ‘inflada’ pelos igualmente excessivos e eleitoreiros gastos públicos, quanto pela persistente instabilidade decorrente do imprevisível conflito geopolítico no Oriente Médio. Como resultante desse combo de ‘improbabilidades’, da mesma forma que irriga o mercado de capitais, o capital estrangeiro – em sua maioria absoluta, hot money (especulativo, em português claro) – p...
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  Brasileiro prioriza renda, não emprego Avanço da desocupação flagela 6,6 milhões de cidadãos dm.com.br Marcello Sigwalt Não basta ter emprego, mas renda para sobreviver. A máxima é o principal recorte que se pode extrair da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (14), pelo IBGE, que desfaz, em definitivo, o mito de que uma recolocação no mercado (em geral, informal) é o suficiente para garantir que o cidadão-contribuinte-eleitor chegue em outubro próximo em plenas condições de guindar, novamente, o atual mandatário para mais quatro anos no comando de Pindorama. Por enquanto, a única certeza tupiniquim é de que o cenário atual premia o pleno emprego do dinheiro público para fins escusos, como também eleitoreiros, haja vista que a desocupação subiu em 15 dos 26 estados da Federação, no primeiro trimestre deste ano (1T26), ante o anterior (4T25), informa o PNAD. Assim, o contingente de brasileiros desocupados superaria hoje a ...
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  Focus atesta ineficácia do aperto monetário ante à inflação Risco de recessão à vista, face ao avanço do IPCA para 2026 Mana5280 - Unsplash Marcello Sigwalt Com exceção do ‘conveniente’ fator escalada do preço do petróleo – em decorrência do conflito geopolítico no Oriente Médio – a nona alta seguida da previsão do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para este ano (agora em 4,91%), divulgada nessa segunda-feira (11.5) pelo boletim Focus não deixa dúvidas: o pretexto do Banco Central (BC) de manter a Selic (juros básicos), hoje no patamar astronômico de 14,50% ao ano, maior taxa real do planeta, atesta a retumbante ineficácia de tal política monolítica e o mais grave, o risco de o país ingressar, sem prazo de término, em um período tenebroso de estagflação.  Como já projetado anteriormente nesse espaço, estagflação pode ser definida por um cenário econômico ‘raro e tóxico’, resultante da combinação de alta inflação, baixo crescimento econômico e alto desempreg...