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                                Fatores de risco 'ligam alerta' para reservas internacionais  

                                            Fuga de capital externo atingiu R$ 15,8 bilhões no 1T25

Um dos reflexos mais flagrantes do recorrente desequilíbrio fiscal proposital – evidenciado pelo altíssimo patamar, mantido monocraticamente, nos últimos meses, pelo Banco Central (BC), da taxa básica de juros (Selic), em 15% ao ano, a reboque da sanha perdulária federal em financiar assistencialismos de toda sorte, às nossas custas, a título de garantir sua recondução ao Palácio do Planalto no ano que vem – as reservas internacionais, que atingiram US$ 359,2 bilhões em outubro têm sido alvo de fatores de risco nada desprezíveis.

‘Debandada’ – Entre eles, se destacam: a fuga de dólares da economia tupiniquim, no montante de US$ 15,8 bilhões no primeiro trimestre de 2025 (1T25), em decorrência do alto grau de incerteza internacional, sem contar os já mencionados problemas fiscais internos (aumento o peso da tributação e da carga tributária do brasileiro, sem mover ‘uma palha’ para cumprir o dever de casa, ou seja, fechar a torneira da gastança da Esplanada), acrescido da percepção de instabilidade econômica.  

Vulnerabilidade – Igualmente se inserem entre os fatores de risco, a crescente vulnerabilidade brasileira a choques externos, o que recomenda uma gestão prudente das reservas e o risco de redução da capacidade de  resposta a crises, a exemplo do que ocorreu em 2024, quando as reservas ‘desidrataram’ 7,1%, no comparativo anual, pois à autarquia central não restou outra alternativa, a não ser vender dólar para conter a volatilidade do câmbio, abrindo margem a preocupações do mercado quanto à folga, de fato, das contas externas.

‘Tranco’ – A despeito de tratativas que não extrapolam o âmbito da retórica direcionada à plateia esquerdista amestrada, o fato é que a economia brasileira deverá sentir, neste ano, o impacto do tarifaço dos EUA, que onerou em 50% as exportações nacionais, decisão movida por questões políticas exógenas, mas não menos questionáveis.

Remessas – Em contrapartida, pesam a favor da última defesa monetária do real o fato de que as multinacionais, pelo menos, até o momento, pretendem 'descontinuar' as tradicionais remessas de fim de ano em 2025. Outro fator positivo seria a previsão de que o país deverá colher uma safra recorde este ano, prevista entre 311 milhões e 341 milhões de toneladas de grãos. A combinação de ambos os fatores deve contribuir para atenuar a pressão sobre o dólar por aqui.

'Criptocracia' – Enquanto o ano não vira novo, prospera, mas sem muito alarde, a discussão em torno do projeto que prevê um investimento, por parte do BC, em criptomoedas, sob gestão compartilhada com o Ministério da Fazenda. As vantagens que podem ser auferidas com a medida ainda não foram suficientemente explicitadas, seja pelo Planalto, seja pela mídia, que se limita a informar que o aporte equivaleria a 5% das reservas internacionais. Também não há clareza quanto ao chamado controle social da iniciativa, que se baseia na tecnologia blockchain e em um livro-razão público e descentralizado que registra todas as transações de forma segura e imutável.

Validação – O que se sabe é que o funcionamento de tal tecnologia decorre de um processo de validação por “mineradores”, mediante o mecanismo de 'consenso Proof-of-Work', que adiciona blocos de transações à cadeia, o que tornaria as transações, a princípio, ‘resistente a fraudes’.

Impossível? – Já a criptografia utilizada visa ‘proteger cada transação com uma assinatura digital única (hash), de modo que a alteração de um bloco exigiria modificar todos os blocos subsequentes, o que é considerado praticamente impossível em uma rede pública.

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